"TODAS AS COISAS POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE"

"AGRADÁ-TE DO SENHOR E ELE SATISFARÁ OS DESEJOS DO TEU CORAÇAO" salmo 37


Neste Blog, eu posso mostrar os meus lados: Apaixonado, Romântico, sonhador e até um pouco piegas!

Aqui eu posso brincar de escrever. Posso mostrar minha criatividade, um tanto narcisista, admito! Ninguém é perfeito! Aqui eu posso fingir que não tenho medos!
Aos verdadeiros escritores, poetas, peço desculpas por estes ensaios, pois o que escrevo é apenas reflexo do que sinto, sem grandes pretensões!
Se alguém se sentir ofendido, me perdoe, não foi esta a minha intenção!

segunda-feira, maio 21, 2012

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Mário Quintana

quinta-feira, maio 10, 2012

Interlúdio



No interlúdio entre o mistério
da noite e a descoberta do dia
Vi-te caminhando até mim,
Com seus braços estendidos
e com sorriso acolhedor!
Descobri-me embriagada,
Na neblina da tua chegada!
Veio pra mim como Cadmo
Depois de vencer o dragão!
Resoluto e apaixonado!
Veio pra mim, como sua única e
escolhida amada,
Agora ditosa, aconchegada a ti,
Posso voltar a dormir...
Leilah Libaino mar 2012

Deslumbramentos - Cesário Verde


Milady, é perigoso contemplá-la,
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
com seus gestos de neve e de metal.

Sem que isso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, seguindo-lhe as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas! ...

Em si tudo me atrai como um tesouro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de ouro
E o seu nevado e lúcido perfil!

Ah! Como me estonteia e me fascina...
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!

Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
Britânica, e fazendo-me assombrar;
Grande dama fatal, sempre sozinha,
E com firmeza e música no andar!

O seu olhar possui, num jogo ardente,
Um arcanjo e um demônio a iluminá-lo;
Como um florete, fere agudamente,
E afaga como o pêlo dum regalo!

Pois bem. Conserve o gelo esposo,
E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana da Áustria mostrava aos cortesãos.

E enfim prossiga altiva como a Fama,
Sem sorrisos, dramática, cortante;
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração, como um brilhante.

Mas cuidado, milady, não se afoite,
Que hão de acabar os bárbaros reais;
E os povos humilhados, pela noite,
Para a vingança aguçam os punhais.

E um dia, ó flor do luxo, nas estradas,
Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
Eu hei-de ver errar, alucinadas,
E arrastando farrapos - as rainhas!
Cesário Verde

quinta-feira, abril 19, 2012

Sabe por que Eu sumi...


Queria te dizer uma coisa:
Sabe por que eu sumi...
Porque quando vou te encontrar
Sofro antes, durante e depois de te ver!
e quando estou diante de ti, as palavras somem
e quando falo com você só digo bobagens
e faço brincadeiras desconexas
Sei que parece covardia,
mais penso que é sabedoria...
entre nós houve um passado,
no presente estamos afastados,
mas me iludo querendo com você ter um futuro!
Mas a verdade não dita:
é que sumi, com anseios que me procurasses
que a saudade te sufocasse...
Que pros meus braços voce retornasse!
E que nunca mais sumir, eu precisasse!

Leilah Libaino (jan 2012)

Naquele Instante...


Naquele primeiro instante
No crepúsculo de um dia especial
Aconteceu nosso encontro mágico
foi como algo sobrenatural!
Amiúde... Imaginei-me nos seus braços!
Decorridos tantos anos...
Nossos olhos se encontraram
Na imensidão de nossos pensamentos
As palavras naufragaram...
Sozinhos, envoltos no véu da saudade
Insciente se era sonho ou realidade...
No silêncio daquele quarto
Nossas mãos ensandecidas...
Naquele instante...
Em meio às sombras...
Pela primeira vez
nossos corpos se fundiram...
E o amor real se fez...

Leilah Libaino (publicada em maio 2011)