"TODAS AS COISAS POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE"

"AGRADÁ-TE DO SENHOR E ELE SATISFARÁ OS DESEJOS DO TEU CORAÇAO" salmo 37


Neste Blog, eu posso mostrar os meus lados: Apaixonado, Romântico, sonhador e até um pouco piegas!

Aqui eu posso brincar de escrever. Posso mostrar minha criatividade, um tanto narcisista, admito! Ninguém é perfeito! Aqui eu posso fingir que não tenho medos!
Aos verdadeiros escritores, poetas, peço desculpas por estes ensaios, pois o que escrevo é apenas reflexo do que sinto, sem grandes pretensões!
Se alguém se sentir ofendido, me perdoe, não foi esta a minha intenção!

sábado, julho 28, 2012

Vieni da me il mio Amore... Venha pra mim meu Amor...

Venha pra mim meu amor...
Ainda envolto no véu deste sonho...
Guarde-me apertada no seu peito,
pois somos reféns dos nossos sentimentos ...
Venha com a força da saudade
desenhando meu corpo inteiro!
Redescubra-me com seus olhos
como se eu fosse mata...
pra ser desbravada lentamente!
Venha até mim como o vento...
com seu corpo moldado pelas minhas fantasias!
Me leve para os céus, meu amor...
enlaçada pelos seus braços...
Vamos rodopiar ao som dos nossos sussurros,
e nos perder nesta dança louca,
Traga-me de volta, meu amor,
ainda presa no seu abraço...
e me possua pra sempre!

Mercedez  D 2009
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terça-feira, maio 22, 2012

Amar e Ser Amado - Castro Alves


Amar e ser amado! Com que anelo
Com quanto ardor este adorado sonho
Acalentei em meu delírio ardente
Por essas doces noites de desvelo!
Ser amado por ti, o teu alento
A bafejar-me a abrasadora frente!
Em teus olhos mirar meu pensamento,
Sentir em mim tu'alma, ter só vida
P'ra tão puro e celeste sentimento
Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
Juntos, juntos perderem-se no oceano,
Beijar teus lábios em delírio insano
Nossas almas unidas, nosso alento,
Confundido também, amante, amado
como um anjo feliz... que pensamento!?





segunda-feira, maio 21, 2012

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Mário Quintana

quinta-feira, maio 10, 2012

Interlúdio



No interlúdio entre o mistério
da noite e a descoberta do dia
Vi-te caminhando até mim,
Com seus braços estendidos
e com sorriso acolhedor!
Descobri-me embriagada,
Na neblina da tua chegada!
Veio pra mim como Cadmo
Depois de vencer o dragão!
Resoluto e apaixonado!
Veio pra mim, como sua única e
escolhida amada,
Agora ditosa, aconchegada a ti,
Posso voltar a dormir...
Leilah Libaino mar 2012

Deslumbramentos - Cesário Verde


Milady, é perigoso contemplá-la,
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
com seus gestos de neve e de metal.

Sem que isso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, seguindo-lhe as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas! ...

Em si tudo me atrai como um tesouro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de ouro
E o seu nevado e lúcido perfil!

Ah! Como me estonteia e me fascina...
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!

Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
Britânica, e fazendo-me assombrar;
Grande dama fatal, sempre sozinha,
E com firmeza e música no andar!

O seu olhar possui, num jogo ardente,
Um arcanjo e um demônio a iluminá-lo;
Como um florete, fere agudamente,
E afaga como o pêlo dum regalo!

Pois bem. Conserve o gelo esposo,
E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana da Áustria mostrava aos cortesãos.

E enfim prossiga altiva como a Fama,
Sem sorrisos, dramática, cortante;
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração, como um brilhante.

Mas cuidado, milady, não se afoite,
Que hão de acabar os bárbaros reais;
E os povos humilhados, pela noite,
Para a vingança aguçam os punhais.

E um dia, ó flor do luxo, nas estradas,
Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
Eu hei-de ver errar, alucinadas,
E arrastando farrapos - as rainhas!
Cesário Verde