"TODAS AS COISAS POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE"

"AGRADÁ-TE DO SENHOR E ELE SATISFARÁ OS DESEJOS DO TEU CORAÇAO" salmo 37


Neste Blog, eu posso mostrar os meus lados: Apaixonado, Romântico, sonhador e até um pouco piegas!

Aqui eu posso brincar de escrever. Posso mostrar minha criatividade, um tanto narcisista, admito! Ninguém é perfeito! Aqui eu posso fingir que não tenho medos!
Aos verdadeiros escritores, poetas, peço desculpas por estes ensaios, pois o que escrevo é apenas reflexo do que sinto, sem grandes pretensões!
Se alguém se sentir ofendido, me perdoe, não foi esta a minha intenção!

sábado, novembro 06, 2010

INSEGURANÇA - Stephen Kanitz


Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super-confiantes simplesmente
disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de
trabalho.

Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran tremia nas bases nos primeiros
minutos de cada apresentação, mesmo que a peça que já tenha sido
encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação
do público, é que o ator se relaxa e parte tranqüilo para o resto do
espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada
novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os primeiros
e-mails que chegam.

Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos
neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros.
Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais
na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?

Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais
resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança
não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do
nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada
definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.

Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para
os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística
significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas
eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar
que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.

Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente.
Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou
bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos,
não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição.

Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como
alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: "Você tem
significado para mim". Validar é o que um namorado ou namorada faz
quando lhe diz: "Gosto de você pelo que você é". Quem cunhou a frase
"Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa)
provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma
companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.

Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para
você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria
insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros.
Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que
esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o
"máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de
validar aqueles que admiramos.

Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza
o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos
querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder.

Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e
não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à
validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para
ser o que queremos.

Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos
treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um
elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de
palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu".

Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que
você esteja.

Stephen Kanitz


Obrigada Senhor meu Deus!

sexta-feira, outubro 29, 2010

Preciso Ver-Te - J'ai besoin de vous voir...


Preciso ver-te,
como Pégaso que busca o sol,
ainda que tua proximidade me derreta,
pois talvez seja este o meu destino.  

Preciso ver-te,
ou serei viajante sem bússola,
carcereira de mim mesma,
cega sem horizontes nem auroras.

Preciso ver-te,
para que possa encontrar algum sentido
nas coisas e seres que me rodeiam
e que falam de ti como miragem

  

Preciso ver-te.
Barco na tempestade, nada temerei
se tu, meu farol intermitente,
me guiares com teu código de luz

Porque só sei amar às claras,
não vou contentar-me com o obscuro.
O vulto imaginado, sem essência,
acaba se desvanecendo e cria um vazio,
somatório de muitos nadas.
  

Por tudo isso, preciso ver-te e provar-te,
saber-te real, vívido, palpável,
como também o é o meu amor, que ingeres,
escondido, em tua mesa de silêncio.

Por que tardas,
se tanto sabes que preciso ver-te ?





Solange Rech

Obrigada Senhor meu Deus!

O Amor Maduro - Arthur da Távola




O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas silencioso.
 Não é menor em extensão. É mais definido colorido e poetizado. Não carece de demonstrações: Presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.
O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo. Mas vive dos problemas da felicidade. Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem, o prazer. Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro. Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com o gosto da boca e do cheiro  do outro.
- Está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, o equilíbrio de carne  e de espírito.
O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa. Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois, vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.
Ele não pede, tem. Não reivindica, consegue. Não percebe, recebe. Não exige, oferece. Não pergunta, adivinha. Existe, para fazer feliz.
O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão, basta-se com o todo do pouco. Não precisa e nem quer nada do muito. Está relacionado com a vida e por isso mesmo é incompleto, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso. É feito de compreensão, música e mistério. É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança. É o sol de outono: nítido, mas doce.

 Luminoso, sem ofuscar.

Suave, mas definido.




Arthur da Távola


Obrigada Senhor meu Deus!
Discreto, mas certo.

Felicidade Realista - Mário Quintana











A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro...Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema...queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor...Ah, o amor...não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionados. E se a gente tem pouco , é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encdontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...


Mário Quintana



Obrigada Senhor meu Deus!

sexta-feira, outubro 22, 2010

DEMAIN...Amanha...Quem sabe Amanhã!




Amanhã...
Quem sabe amanhã, meu amor!
Se voce não puder falar
não fale...
Apenas me olhe...
Com olhos repletos de saudades!

Se não puder tocar-me...
Não me toque,
Quero apenas receber de você,
seu sorriso arrebatador!

Se não puder beijar-me...
Não me beije, meu amor
deixe-me apenas sentir
o calor da sua respiração!

Se nao puder abraçar-me...
Não me abrace...
Deixe-me apenas
que em um breve instante,
nossas almas se envolvam
completamente, tornando-se uma só!

Darah Leão